Forças de segurança do Amapá fazem operação contra facções criminosas no estado

Mais de 150 agentes participam da ação integrada que envolve todas as forças de segurança do estado e a Polícia Federal.

O governo do Amapá deflagrou na noite desta quinta-feira (6) a Operação Saturação para combater o crime organizado em todos os municípios. A ação é coordenada pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e mobiliza mais de 150 agentes das polícias Civil, Militar, Penal e da Polícia Federal.

Segundo a Sejusp, os alvos foram definidos com base em levantamentos dos núcleos de inteligência das forças envolvidas. A operação inclui o cumprimento de mandados judiciais e ações simultâneas nas ruas e no sistema penitenciário.

“O objetivo é mostrar que o Estado está presente e que não há áreas dominadas por facções. A segurança pública tem o controle e vai garantir a tranquilidade da população”, afirmou o secretário Cézar Vieira.

A ação faz parte da estratégia do governo estadual para ampliar a presença policial em áreas urbanas e periféricas, aumentar a sensação de segurança e enfraquecer a atuação de organizações criminosas.

De acordo com a Sejusp, o Amapá registrou avanços significativos no combate à criminalidade. Entre 2022 e 2025, a população carcerária cresceu mais de 50%, sendo que cerca de 80% dos presos têm ligação com o crime organizado.

No mesmo período, os índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) e roubos caíram mais de 66%, com o estado alcançando o menor número de homicídios dos últimos 15 anos.

Vieira destacou que o modelo de segurança pública do Amapá tem sido reconhecido nacionalmente. O governador Clécio Luís foi convidado a apresentar os resultados na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga o crime organizado.

“O que temos hoje é fruto de um projeto baseado em quatro pilares: investimento, integração entre forças, liberdade técnica e valorização dos servidores. Isso tem motivado os profissionais a entregar resultados cada vez melhores”, disse o secretário.

A operação conta com apoio aéreo do Grupo Tático Aéreo (GTA) e ações coordenadas das delegacias especializadas, como Draco, Denarc e DHPP, que atuam dentro e fora do estado com o suporte de outras forças de segurança.

Fonte: G1 Amapá
Por Rafael Aleixo, g1 AP — Macapá

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